Modernização do setor elétrico deve impulsionar o armazenamento de energia
Projeto de lei que promove maior abertura do mercado livre no Brasil estabelece regras de remuneração para este tipo de serviço


O mercado brasileiro de armazenamento de energia deve ganhar um forte estímulo com a aprovação do Projeto de Lei nº 414, de 2021, que aprimora o modelo regulatório e comercial do setor elétrico e promove maior abertura do mercado livre, avalia o CEO da You.On, Giorgio Seigne.
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O executivo aponta que a proposta de legislação, atualmente em debate no Congresso Nacional, traz avanços para o armazenamento de energia nas emendas de números 14 e 37, que estabelecem a figura do agente armazenador no sistema elétrico brasileiro, com regras que trazem a remuneração específica para a prestação deste tipo de serviço.
“Órgãos reguladores de países como a Australia e o Reino Unido já superaram as barreiras iniciais de entendimento do impacto positivo do armazenamento na matriz elétrica e agentes financeiros são capazes de desenhar e implantar modelos que substituem o CAPEX (investimento inicial) pelo OPEX (recursos para operação), entendendo a energia não mais como um ativo e sim como um serviço”, assinala Seigne.
Para o CEO da You.On, um dos principais entraves para o pleno desenvolvimento do setor no País é a alta carga tributária na importação de insumos e de produtos semiacabados e acabados, notadamente as baterias.
“Os custos logísticos internos e alta carga tributária associada ao desconhecimento dos potenciais segmentos para soluções de armazenamento energético são barreiras de entrada que, aos poucos, vêm sendo superadas, tanto por conta da implantação dos primeiros projetos estacionários de armazenamento de grande porte, quanto pela conscientização dos agentes públicos sobre a contribuição e agregação de valor dessas tecnologias”, acrescentou Seigne.

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Ricardo Casarin
Repórter de economia e negócios, com passagens pela grande imprensa. Formado na Universidade de Metodista de São Paulo, possui experiência em mídia impressa e digital e na cobertura de diversos setores como petróleo e gás, energia, mineração, papel e celulose, automotivo, entre outros.