Simplificação dos impostos e ajuste na burocracia atrairiam mais investidores para segmento solar no Brasil

Segundo Javier Reclusa, CEO da STI Norland Brasil, país ainda não explora todo o potencial da fonte fotovoltaica

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Foto: Divulgação/Isto É Dinheiro

O CEO da espanhola STI Norland Brasil, Javier Reclusa, afirmou em recente live da IstoÉ Dinheiro que “a simplificação dos impostos e o ajuste na burocracia facilitaria a chegada de mais investidores no Brasil”, referindo-se ao desenvolvimento de toda a cadeia do setor de energia solar. Para Reclusa, apesar de as tecnologias para geração de energia solar fotovoltaica terem evoluído consideravelmente, ficando cada vez mais acessível aos brasileiros, o país não explora, nem de perto, o potencial da energia solar possível. O executivo disse que o setor enfrenta desafios relacionados nas áreas de armazenamento e distribuição.

“A energia solar tem grande potencial de crescimento no Brasil, principalmente se houvesse mais atrativos aos investidores, como menos impostos e menos burocracia”, disse. Para o executivo, a solar será a principal fonte energética do mundo no futuro. “As matrizes energéticas de todo o planeta serão renováveis muito antes de 2050, e o Brasil é o nosso principal mercado”, afirmou.

Reclusa entende que o crescimento exponencial da energia renovável no mundo é um caminho sem volta rumo a neutralização do carbono. “Não é uma onda passageira, mas, sim, a solução para o país trilhar um caminho sustentável. Somos um setor privilegiado. A energia solar será a principal fonte energética do mundo no futuro”, destacou em sua participação na live.

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Hoje, a matriz energética brasileira ainda é composta predominantemente por hidrelétricas que, apesar de renovável, provoca prejuízos ambientais específicos, além de recorrer em determinados períodos às termelétricas, que trazem efeitos nocivos ao meio ambiente. Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que o mercado corresponde a 1,8% de toda a matriz energética do país, acumulando cerca de 3 GW operacionais na geração solar centralizada.

A STI Norland Brasil é especializada no segmento de rastreadores solares, usados em plantas de geração de energia solar fotovoltaica para alterar a disposição dos painéis durante o dia, conforme a posição do sol. Globalmente, a companhia aumentou sua oferta de rastreadores em 84% e hoje é uma das seis principais indústrias do segmento.

Com uma fábrica localizada em Camaçari (BA), onde fica também o centro de distribuição, a empresa viu a rotina alterar pouco com a pandemia. Seguiu produzindo normalmente, com os devidos cuidados relacionados à higiene dos colaboradores, e no escritório, em São Paulo, 70% dos funcionários passaram a trabalhar em sistema de home office. A produção local permitiu à empresa reduzir os custos de produção, os prazos de entrega e obter o selo Finame, do BNDES, que ajudou a ampliar o mercado, ao possibilitar que os clientes acessem o financiamento de projetos em condições mais favoráveis.

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Adriana Dorante

Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília (Santos), com especialização em jornalismo econômico pela PUC/SP. Trabalhou como repórter de economia em grandes veículos de Comunicação, como DCI e jornais regionais em Campinas. Realizou trabalhos em comunicação institucional (publicações impressas e digitais) e assessoria de imprensa para entidades e empresas de diferentes segmentos em São Paulo. Atua na cobertura jornalística do setor elétrico há cerca de 5 anos.

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