A importância dos indicadores de sustentabilidade
Evento debateu a importância de aprimorar a inserção ambiental no planejamento da expansão da geração no Brasil


A importância dos indicadores de sustentabilidade como ferramenta no planejamento de longo prazo do setor elétrico brasileiro. Esse foi o tema principal do evento virtual "Sustentabilidade em Foco", realizado na semana passada pela Diversa Sustentabilidade, que debateu também as licenças ambientais e os impactos dos empreendimentos de energia elétrica no meio ambiente.
O debate contou com a participação do superintendente de meio ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Elisângela Almeida; do presidente do Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico (FMASE), Marcelo Moraes; e do diretor-presidente da Diversa Sustentabilidade, Ricardo C. Furtado.
A superintendente de meio ambiente da EPE, Elisângela Almeida, enfatizou que a matriz energética brasileira é um exemplo para o mundo por “temos uma matriz energética limpa, com 46% de 'renovabilidade' comparado aos 14% do restante do mundo”.

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Almeida destacou, ainda, o potencial socioambiental da matriz elétrica para os próximos dez nos, conforme consta no Plano Decenal de Energia (PDE). “Cerca de 85% da matriz elétrica até 2030 será renovável. Desses, 47% serão através das fontes eólicas e solar”, disse.
A construção de uma usina hidrelétrica traz impactos positivos e negativos para os municípios no entorno do seu reservatório, que devem ser criteriosamente analisados, apontou Marcelo Morares, do FMASE. Por tanto, é necessário desenvolver metodologias de avaliação específicas para cada atividade.
“No caso da região amazônica, tem a possibilidade da exploração de atividades econômica, como agricultura, para gerar recursos para preservação ambiental. Não só empreendimentos do setor elétrico, mas também, petróleo e gás, mineração”, analisou Moares.
Ricardo Furtado destacou o projeto SINAPSE, que visa aprimorar a sistemática de inserção ambiental no planejamento da expansão da geração no Brasil, com ênfase nas tecnologias de geração planejadas para o atendimento do Sistema Interligado Nacional (SIN). O especialista destacou que as fontes renováveis têm um desempenho melhor em termos de sustentabilidade do que as não renováveis, com destaque paras as fontes eólicas e solar fotovoltaica.

Adonis Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, com experiência de mais de 12 anos em comunicação. Acompanha o setor elétrico brasileiro há 5 anos, atuando no monitoramento de dados e informações do setor.